Arquitetura de Dublin – Portas Coloridas

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01/09/2015

Cartões postais da Irlanda, as portas coloridas despertam a imaginação de milhares de curiosos. E vocês, sabem o que tem por trás disso?

Segundo a lenda irlandesa, quando o príncipe Albert faleceu, em 1861, a ordem da Rainha Vitória foi para que todos colocassem bandeiras pretas nas fachadas das suas casas em sinal de luto. Um irlandês rebelde e revoltado com a Inglaterra, fez o oposto. Pintou as portas de Dublin durante a noite e no dia seguinte elas estavam coloridíssimas. Todos adoraram e aderiram a idéia, virando moda na Irlanda. E hoje, não tem como não se encantar com as portas coloridas, pois como dizem na Irlanda, há arco-íris no céu e também nas casas.

Lendas a parte, as portas são tão famosa que viraram patrimônio cultural, e ninguém pode alterar a cor sem uma autorização.

Contudo, a questão mais importante é o fato das portas representarem o estilo Georgiano, presente na arquitetura da Inglaterra e Irlanda – quando pertencia ao Reino Unido – durante os anos de 1714 e 1830, devido ao reinado de quatro reis Georges.

Dublin foi durante muito tempo uma cidade medieval. O primeiro movimento de adaptação ao estilo Georgiano ocorreu durante o reinado de Charles II. Enquanto a arquitetura de George estava em alta na Inglaterra, a Irlanda enfrentava um momento de crescimento e expansão; o que levou as novas moradias serem adaptadas ao estilo inglês. Várias ruas foram demolidas para serem construídas outras no estilo Georgiano. Cinco quarteirões foram projetados: Rutland Square (atualmente chamado de Parnell Square), Mountjoy Square na zona norte, Merrion Square, Fitzwilliam Square e Saint Stephen's Green Park, todos ao sul do Rio Liffey.

As típicas casas Georgianas Irlandesas foram construídas em fileiras, geralmente com quatro ou cinco andares. Suas fachadas eram simples e ordenadas. O subsolo da casa era geralmente composto por cozinha e área de serviço. O térreo apresentava uma sala de estar mais formal e uma sala de jantar. O andar acima continha uma sala de estar informal e o último andar era composto pelos dormitórios. Um sótão abrigava as acomodações dos empregados da casa, e o acesso a ele era feito por escadas externas, localizadas atrás da casa.

Se você está indo para a Irlanda, gosta de arquitetura e quer saber mais sobre a história não pode deixar de conhecer a Casa número 29 (House Number 29) da Fitzwilliam Street.

 

por Mégui Moraes