As graças de ter um amigo estrangeiro

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17/08/2015

Nome estranho, sotaque engraçado e gírias nunca ouvidas. Normalmente, esses são alguns pontos que amigos estrangeiros compartilham. E quer saber? É demais!

Amizades assim são quase regras em intercâmbios. Elas normalmente começam em escolas, bares ou no trabalho, e o discurso inicial é quase sempre o mesmo:

-  Ohh, you are Brazilian! I like São Paulo (or Rio de Janeiro). How can I say good morning in Spanish. E a conversa continua:

- Hi, yes I Brazilian but I speak Portuguese! So good morning is: bom dia !

- B O M - D I A!

Pronto, a partir de agora os diálogos vão se basear em palavras ditas em português e na língua nativa e nas diferenças e semelhanças que seus países possuem. Aproveite, você acabou de fazer um amigo estrangeiro.

E essa é uma experiência única. Muito mais do que uma pessoa, com amizades assim se aprende gírias e se percebe que o inglês (o qualquer que seja a língua) nem sempre é usado da forma mais correta. Você vai começar a viver como eles, ver como se divertem, o que fazem nas horas livre, quais são suas prioridades e como levam a vida. Sério, isso é muito legal!

Como em toda a amizade, esteja pronto para as piadas e pegadinhas. Eles com certeza vão achar seu sotaque engraçado, e vão prestar muita atenção quando você e outro brasileiro estiverem conversando, o que para eles será, quase sempre, uma língua totalmente estranha.

O mais legal, porém, são vários amigos estrangeiros. Um de cada canto do mundo. Será engraçado quando tentarem conversar e misturar todos os idiomas. Em amizades assim você percebe que todos, independentemente do lugar em que nasceu, tem momentos bons e ruins. Que a vida não é justa ou injusta com todos. Isso nos faz pensar e pegar um pouco mais leve com o nosso país de origem. Acreditem, ao escutar os outros falar do Brasil você vai aprender a ser menos crítico.

Não estou fazendo comparações aqui, até porque seria injusto. Só estou dizendo que com amizades estrangeiras começamos a enxergar o mundo com outros olhos.

 

Por Mégui Moraes